Joaquim Oliveira, quiçá fascinado pelo êxito desportivo e ambiência do irmão António, iniciou-se como um modestíssimo empresário a produzir e a conduzir a colocação de cartazes de publicidade estática nos campos de futebol, meio onde em constante progressão foi ganhando poder económico, respeito e consideração assaz influente. Após estabelecer com alto gabarito e credibilidade a sua empresa, a Olivedesportos, impôs-se aos principais grupos portugueses e espanhóis na compra da Lusomundo Média à PT, enfrentando e vencendo uma longa batalha administrativa, tendo com inquebrantável persistência conseguido resolver a seu favor demorados processos na Alta Autoridade para a Comunicação Social e Autoridade da Concorrência. É no momento o grande «player» do mercado comunicacional. Ao diário desportivo O Jogo e a 50% da Sport TV, logrou juntar surpreendentemente o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e o 24 Horas, entre outros mais títulos de imprensa. Entretanto e imparavelmente, afirma-se interessado por mais altos e âmplos voos ainda.
António Oliveira começou a jogar futebol federado aos 15 anos, integrado nas camadas juvenis do FCPorto. Ainda júnior, passou a treinar com a equipa principal, então a cargo do treinador brasileiro Paulo Amaral. Oliveira, que jogava na posição de médio-ofensivo, depressa se assumiu como uma das estrelas da equipa azul-e-branca que, entretanto, passou a ser treinada por José Maria Pedroto, um dos mais conceituados técnicos portugueses de sempre. A partir daí, futebolista exímio e nome fundamental entre os adeptos portuenses, o que é que Oliveira não foi na empolgante modalidade? Além dos diversos títulos conquistados e 24 internacionalizações, foi sucessivamente astro preponderante no FCPorto, Bétis de Sevilha e de novo no FC Porto. Treinador-jogador do FCPenafiel e Sporting CP. Treinador do Marítimo, Vitória de Guimarães, Académica de Coimbra, Gil Vicente, Sporting de Braga e FCPorto. Seleccionador de Esperanças e por duas vezes seleccionador Nacional, também passou pela presidência do FCPenafiel. Actualmente é citado pela comunicação social como um dos possíveis sucessores de Pinto da Costa logo que este decida fazer-se render.
Quem à pena for fiel
toda a dor cedo ou tarde
adoçada após o fel
voará leve em saudade.